Histórico

A Confraria das 3 Águas, nasceu em 2001 com um processo de investigação da presença do ator em cena, para dar vida ao espetáculo Fiz Água para Lavar teu Rosto, de Eduardo Ruiz. Em cartaz no Centro Cultural São Paulo, o espetáculo teve sucesso de público e uma boa repercussão de mídia espontânea.

A direção propôs trazer um tom coloquial para a poesia e encarná-la numa corporalidade intensa. O jogo entre as atrizes foi criado de modo a explicitar os ímpetos de atração e repulsa, a partir de conexões invisíveis dos corpos, fazendo contraponto entre a coloquialidade da fala poética e um gestual extra cotidiano nas personagens.

Assim foram criadas as bases de uma linguagem artística, aprofundada e sistematizada ao longo dos sete anos posteriores. Este tempo foi também de busca de um trabalho autoral que se alimentou de pesquisas práticas e dos estudos Simbólicos e culminou na criação do segundo espetáculo da companhia, A Curandeira, de Adriana Fortes.

O espetáculo fez sua estreia em 2007 e, desde então se mantém em constante atividade. Foi com o processo de criação e produção de A Curandeira que a Confraria das 3 Águas consolidou as escolhas que norteiam seu trabalho. Sua pesquisa estética inclui intenso trabalho corporal associado ao estudo teórico de tradições antigas e contos de sabedoria, que dão subsídio para se lidar com questões contundentes da atualidade.

Em 2011, D. Maria Veneranda, a curandeira que dá nome ao segundo espetáculo da confraria, decide levar até as crianças sua tradição de contar histórias, e assim nasce A Cumbuca de Contos, realizando apresentações adaptáveis a qualquer espaço e lugar.

Todos os encontros com as diferentes platéias, comprovam um dos aspectos fundamentais da linguagem da Confraria das 3 Águas, conquistada ao longo de seus onze anos de existência: capacidade de comunicação com pessoas muito diferentes.